CUPINS

POR QUE ESCOLHER A ATUAL CONTROLE DE PRAGAS?
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CUPINS

CUPINS DE MADEIRA SECA

(Cryptotermes)

 

Estruturas infestadas e sujas antes do tratamento

Os cupins de madeira seca são bem conhecidos, através de pesquisas científicas com um grande número de publicações sobre a sua biologia e comportamento. Porém, não vamos aqui nos aprofundar em detalhes científicos, porque isso interessa mais aos especialistas.

Vamos nos ater às questões de ordem prática, que é o que realmente interessa aos leitores para que possam adotar medidas preventivas e evitar o problema e também identificar o surgimento de infestações que precisam ser controladas no seu início, para evitar maiores danos e prejuizos econômicos.

Os cupins de madeira seca pertencem ao gênero Cryptotermes formado por cerca de 10 espécies conhecidas e distribuídas em todos os continentes, com exceção da Antártida. No Brasil, a espécie mais importante é o Cryptotermes brevis. São insetos sociais primitivos, que se alimentam de celulose e vivem em pequenas colônias d e evolução muito lenta, instaladas no interior de peças de madeira seca, com menos de 35% de umidade e de outros materiais que contêm celulose nas mesmas condições. Assim, os ataques de cupins de madeira seca podem comprometer madeiras de construções, mobiliários, acervos literários e artísticos, além de peças artesanais, embalagens e tecidos.

Estruturas infestadas e sujas antes do tratamento

As colônias são formadas por castas com morfologias e funções bem definidas para atender às necessidades da coletividade. Cada colônia é constituída de um casal real, rei e rainha responsáveis pela fundação e reprodução, de operários responsáveis pela provisão de alimentos, trabalhos internos de manutenção do ninho e cuidados com ascrias e, de soldados responsáveis pela defesa da colônia.

No gênero Cryptotermes, são os operários que assumem as funções reprodutivas relacionadas a sua dispersão e proliferação. Os operários que são machos e fêmeas passam por transformações morfológicas e desenvolvem asas, dando origem aos reprodutores alados, aptos a se acasalarem. Nos meses quentes do ano, nos finais de tarde ou início da noite, saem em revoadasd as galerias onde estão instaladas as colônias mães e se acasalam.

Após as revoadas de acasalamentos, cada casal formado perde a s asas e segue na busca de um abrigoseguro em junções, frestas ou furos nas madeiras para construir o ninho. Pronto o ninho, ocorre a cópula, quando macho e fêmea tornam-se rei e rainha para fundarem uma nova colônia. Os reprodutores alados, também conhecidos como aleluias ou siriris, só saem dos ninhos para se acasalarem no meio externo e não retornam mais. Nesta fase, muitas vezes são confundidos com formigas de asas por pessoas leigas no assunto.

Estruturas infestadas e sujas antes do tratamento

Os cupins de madeira, como são popularmente conhecidos, se destacam entre as demais espécies, pelo fato de estarem sempre próximos do homem, causando danos ao seu patrimônio.

Assim, além de se dispersarem naturalmente, também se dispersam passivamente, quando são transportados pelo homem de um lugar para outro através de navios, móveis, peças artesanais e acervos artísticos e literários infestados.

É um comportamento muito comum de nossa população, trocar os móveis das residências, quando descobre que estão infestados, mas ao invés de tratá-los ou descartá-los, transportam estes móveis para depósitos, casas de praias e chácaras, ou fazem doações para outras famílias. Este é um hábito que muito contribui para a proliferação doscupins de madeira seca nos centros urbanos e também uma das causas das altas infestações, disseminadas por todo o litoral brasileiro.

O tempo para uma colônia se desenvolver, depende da qualidade da madeira que o casal de rei e rainha recém-acasalados encontrou para se instalar, podendo até mesmo inviabilizar-se, no caso de madeiras resistentes ou medianamente resistentes. O tempo compreendido entre a fundação e o desenvolvimento da colônia éconhecido como período de latência, que dura em média de 2 a 3 anos. Quanto menor for a resistência do material, menor será o período de latência.

Quando atingem a maturidade, as colônias passam a ter algumas centenas de indivíduos e nesta fase entram em intensa atividade, causando danos significativos ao patrimônio atacado, pois o tamanho pequeno e a evolução lenta das colônias são compensados pela alta capacidade de proliferação da espécie no ambiente infestado.

A principal evidência de infestação de cupins de madeira seca é o acúmulo de fezes em pequenos montes ou espalhadas pelo ambiente. Os cupins depositam suas fezes nos compartimentos das galerias e periodicamente são retiradas elançadas para o meio externo. As fezes são em forma de grânulos ovalados, duras e secas, que sofrem oxidação e mudamde cor com o tempo. As mais novas apresentam coloração clara da cor da madeira, enquanto as mais velhas, tons mais. escuros na sequência, castanho-claro, castanho-escuro, marrom-claro, marrom-escuro, pretas e azuis,quando bem antigas. Pela cor das fezes, é possível avaliar a idade aproximada da infestação.

As colônias de cupins se mantém ativas por vários anos, enquanto viverem os casais reais q ue as originaram. O casal real, que recebe alimentação especial na boca, tem uma vida longa que pode ultrapassar os 20 anos, segundo alguns estudiosos do assunto. E, quando morre, a colônia entra em declínio até à extinção completa. Os cupins são sensíveis à luz natural e, por isso, seus ninhos são instalados dentro da madeira em galerias protegidos por uma fina camada na superfície, que se rompe facilmente com a pressão ou atrito sobre ela. Uma mesma peça demadeira pode ser infestada por várias colônias, com galerias independentes.

 

PARECE CUPIM, MAS NÃO É

 

Outras espécies de pragas de madeira podem ser confundidas com cupins por pessoas leigas e até por profissionais com baixa qualificação técnica e profissional. Existe uma variedade de espécies de brocas de madeiras, que vivem a fase larvária dentro da madeira e no final do ciclo se transformam em pequenos besouros (coleópteros), que saem para o meio externo, se acasalam, depositam seus ovos na madeira para dar origem a uma nova geração da espécie e morrem. O diagnóstico diferencial da infestação é muito importante para o sucesso do controle, porque o tratamento para o controle de cupins é diferente do tratamento para o controle de brocas.

 

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE CUPINS E BROCAS CUPINS:

 

Poucos furos, sempre tampados Resíduos uniformes, ovalados, secos e duros. Resíduos apresentam cores variáveis. Galerias extensas no sentido longitudinal das peças de madeira. Galerias com espaços vazios. Presença de revoadas. Presença de asas. Lançamento de resíduos intermitentes. Madeira infestada não resistente à pressão dos dedos. Resistência física alta.

BROCAS: Muitos furos abertos e alguns tampados Resíduos finos e irregulares com aspecto de farinha ou pó. Resíduos sempre da cor da madeira infestada. Galerias finas no sentido difuso em forma de labirintos. Galerias repletas de resíduos. Ausência de revoadas. Presença de pequenos besouros. Lançamento sazonal de resíduos. Madeira infestada resistente à pressão dos dedos. Resistência física baixa.

 

MEDIDAS PREVENTIVAS:

 

  • Usar somente madeiras resistentes (madeiras de lei) ou autoclavadas com certificado de garantia nas construções; 
  • Remover restos de madeiras de caixarias utilizadas na construção;
  • Não permitir que madeiras usadas ou de caixaria sejam empregadas para fazer emendas ou suportes nas construções; 
  • Inspecionar periodicamente os telhados das edificações à procura de fezes;
  • Ficar atento à queda de resíduos dos forros e portas internas de laminados; 
  • Ficar atento à ocorrência de revoadas de acasalamento e presença de asas soltas nos meses de verão;
  • Verificar sempre os móveis para ver se têm fezes ou asas de cupins, principalmente os de madeira laminada;  
  • Evitar móveis laminados que são mais susceptíveis ao ataque de cupins;
  • Não acumular madeiras não resistentes em depósitos;
  • Identificar corretamente a espécie da praga infestante antes de tentar realizar o controle;
  • Realizar tratamentos inseticidas de ação residual minimamente a cada 2 anos nas áreas internas e telhados para eliminar as aleluias ou siriris;
  • Tratar os móveis infestados pelo método infiltrativo. De nada adiantará aplicar produtos por fora da madeira;
  • Controlar as infestações logo no início, com empresas idôneas, de preferência com a indicação de algum amigo;
  • Evitar o autosserviço. Eliminar cupins é tarefa para profissionais de fato;
  • Em caso de usar madeiras não resistentes, manter a vigilância constante.

 

CONTROLE DE CUPINS – ALERTA IMPORTANTE:

 

Estruturas infestadas e sujas antes do tratamento

O controle de cupins não é tarefa para amadores, principalmente em estruturasde edificações, pois para ser eficiente, depende de conhecimentos técnicose metodologias específicas de controle. A solução passa pela contratação de uma empresa idônea, especializada em controle de pragas urbanas. A indicação de um amigo é muito valiosa nesse caso, para evitar aborrecimentos e prejuízos.

 

 

 

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Dorival Rodrigues   

Médico Veterinário CRMV/PR:1175

Responsável Técnico da Atual Controle de Pragas.